Sempre que tem uma data comemorativa, aproveitamos a oportunidade para dar dicas do que fazer nas escolas aqui no blog do Educbank. Mas hoje, queremos fazer diferente.
Neste Dia Internacional da Educação, comemorado em 24 de janeiro, queremos propor uma reflexão sobre os principais desafios de ensinar.
Cada escola é única, mas muitos desafios são compartilhados. Estamos vendo isso na prática, acompanhando as trajetórias de escolas de todas as partes do país. Neste artigo, mapeamos os principais obstáculos e as melhores abordagens.
Os desafios de educar hoje e como superá-los
Educar nunca foi tarefa simples. Mas, hoje, há contextos muito específicos que amplificam alguns desafios: novas tecnologias, formação de bons professores, alinhamento de expectativas com famílias cada vez mais exigentes, sustentabilidade financeira em momentos de crise…
É necessário lidar com tudo isso sem perder a qualidade pedagógica em meio a tantas mudanças simultâneas e aceleradas. E equilibrar tudo isso também é um desafio e tanto.
As mudanças no papel da escola
A escola não é apenasum espaço de transmissão de conteúdo acadêmico. Hoje, também deve atuar no desenvolvimento socioemocional dos alunos, na formação ética e cidadã, na mediação de conflitos, no apoio às famílias, entre outras áreas.
Já é assim há muito tempo (basta lembrar dos escritos de Paulo Freire), mas há uma ampliação das expectativas das famílias sobre o papel da escola.
Diante disso, há uma maior responsabilidade institucional e, em muitos casos, uma reordenação da própria estrutura e do currículo. Na prática, isto frequentemente se traduz na implementação de metodologias ativas, criação de espaços de descompressão, cuidado com o bem-estar dos alunos e docentes, programas de convivência.
Ao centro de tudo deve estar uma cultura organizacional que integra todas essas dimensões, definindo prioridades e comunicando com transparência.
Manter a qualidade pedagógica diante das incertezas
É necessário modernizar sistemas educacionais sem perder a coerência e a continuidade. Em outras palavras, as escolas precisam realmente atualizar suas abordagens, sem implementar projetos de forma apenas pontual ou sem planejamento extensivo.
Quando isso ocorre, há uma sensação nítida de ruptura, de incompletude. Isto acaba lentamente colocando mais pressão sobre a instituição, pois torna-se mais difícil colher os benefícios dos métodos mais modernos.
Além disso, seguir todas as tendências sem critério pode levar à perda da identidade atual da escola e à dificuldade em formar professores com as habilidades certas. As famílias percebem essa falta de direção, o que pode ainda prejudicar a confiança na escola e, em casos mais severos, levar até à evasão.
O antídoto é a atualização consciente. Ou seja, implementar pilotos, avaliar resultados e adotar apenas o que realmente faz sentido para a proposta de valor da escola.
Formação e valorização docente
A maioria dos professores se sente desmotivada. A valorização docente é um desafio antigo, mas que permanece atual, pois ainda não tem solução. Praticamente todas as pesquisas apontam que os profissionais amam o ato de ensinar, mas não encontram as condições ideais nas escolas.
Diversas pressões devem ser levadas em conta: turmas numerosas, falta de reconhecimento social, benefícios insuficientes, salários baixos e demandas que se multiplicam ano a ano.
A gestão tem impacto direto nisso. E, sinceramente, muitas vezes atua de forma incompleta. São muito comuns os casos de reconhecimento simbólico, que não são acompanhados por melhorias materiais, como melhores equipamentos ou plano de carreira.
Escolas que investem adequadamente em todas as dimensões (simbólica, financeira, psicológica) retêm profissionais, podem investir em sua formação sem medo de que saiam para os concorrentes e têm menos gastos associados ao turnover.
Alinhamento de expectativas com as famílias
As famílias estão mais exigentes e, muitas vezes, mais ansiosas em relação à educação dos filhos. Com poucos cliques é possível comparar escolas, metodologias, resultados e valores com facilidade.
Um exemplo claro ocorre sempre durante as campanhas de matrícula: a família que busca apenas pelo preço. Ela demonstra pouco interesse pelo projeto e considera a mensalidade como o principal entrave.
A solução é o alinhamento de expectativas pedagógicas, emocionais e financeiras com as famílias. Isto significa que, em vez de discutir preço, deve-se discutir os aspectos pedagógicos e emocionais que dão base ao valor.
Infelizmente, é muito mais fácil falar do que fazer.
Para lidar com este desafio, as escolas precisam trabalhar ativamente para aumentar a percepção de valor, fortalecer a parceria família-escola, demonstrar o cuidado com os estudantes e investir em boas equipes de matrículas.
Assim, é possível alinhar as expectativas com quem está chegando agora e com quem já faz parte da comunidade escolar.
Sustentabilidade financeira
Educar bem exige previsibilidade e sustentabilidade financeira. Do contrário, não há continuidade de projetos pedagógicos, investimentos em formação docente, manutenção adequada de estrutura…
Na verdade, eventualmente nem existirá escola.
A inadimplência está no centro desse debate. E não é novidade: acomete a maioria dos colégios, seus impactos são sistêmicos, é difícil de prever e pressiona toda a operação. Também não é novidade que o problema é antigo.
Isto força gestores a tomarem decisões difíceis, como congelar investimentos ou reduzir escopo.
Para nós, este é um tema muito sensível. Inclusive, esta é a razão de existir do Educbank: reduzir a inadimplência.
Nós desenvolvemos uma série de soluções financeiras para que as escolas recebam o pagamento das mensalidades sempre na data correta. Nós assumimos o risco, fazendo o repasse do valor integral todos os meses, mesmo quando as famílias atrasam.
É um compromisso que assumimos, pois sabemos que a boa gestão financeira é essencial, mas fica muito mais difícil sem previsibilidade e fluxo de caixa.
Liderança em tempos difíceis
Neste Dia Internacional da Educação, a mensagem que fica é: educar exige uma liderança capaz de lidar com incertezas e tomar decisões difíceis.
Cada gestor é um agente de qualidade, responsável por criar condições para que as próximas gerações recebam educação integral e de qualidade.
O Educbank apoia esta jornada. Desenvolvemos o programa Receita Garantida, que reduz a inadimplência, publicamos materiais sobre as tendências da educação no Instituto Educbank e em nosso blog, oferecemos sistemas de gestão e muito mais.
