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A escola e o ambiente de cobrança

16 de julho de 2021

Se há atraso no pagamento de mensalidade escolares, há cobrança. Essa acaba sendo a regra na vida dos gestores. Da mesma forma que a escola adota uma proposta de ensino médio incisiva em vestibular, há a necessidade de aprovação. A cobrança, portanto, está em todo lugar. Algumas escolas adotam a cobrança como um curso de ação mais preponderante, outras menos.  O Educbank estima que, no geral, ao menos um terço da gestão escolar atualmente seja sugada pela gestão administrativa e financeira da inadimplência (incluindo a sua cobrança).  

Cobrar é uma conduta diferente de assumir responsabilidade de maneira autônoma e com iniciativas próprias. O resultado da escolha por essa segunda opção dá noutro clima organizacional, que não deixa de ter a ver com o ambiente o qual muitos dos colaboradores esperam quando entram numa empresa. O tema da cobrança faz parte das reflexões do Educbank desde o início. O nosso projeto pretende dar uma contribuição original a ela. Entendemos aqui a cobrança no sentido lato, ou seja, tanto como um sentimento comum ao ambiente escolar e familiar, quanto à conduta – inevitável – dos gestores escolares em cobrar os responsáveis financeiros que estão inadimplentes.

Inconformado com isso, o Educbank, enquanto instituição, procurou entender os reflexos que a saúde financeira (ou a falta dela) em uma escola impactam no seu desempenho pedagógico e, diante disso, desenvolveu uma solução definitiva para a inadimplência escolar (principal causa de instabilidade financeira nas escolas brasileiras). Dessa forma, o Educbank não deixa nenhuma escola para trás, pois para todas as escolas homologadas por nós,, garantimos o recebimento integral das mensalidades mesmo em caso de atraso das famílias.

Ou seja, se uma escola possui 500 alunos a 500 reais de mensalidade, mensalmente a mesma verificará 250 mil reais em sua conta corrente. Isso, que há décadas já é possível no varejo (e em diversos outros setores de nossa economia), graças ao advento das credenciadoras bancárias, infelizmente nunca havia acontecido no segmento de educação básica. E agora já é plenamente possível para escolas através do Educbank – sendo que dezenas de escolas já estão utilizando. Estamos vivenciando uma verdadeira revolução em nosso setor. 

Aqui cabe destacar: nossa abordagem do problema da inadimplência escolar se deu pela via da compreensão. Para isso tivemos que desbravar um território até então não explorado, qual seja, o dos impactos concretos do capital de giro (fruto da inadimplência escolar) mais o tempo empregado nela, até mesmo na sala de aula, no clima organizacional, no bem estar dos alunos e alunas. Até hoje não há pesquisas que sequer correlacionem a situação financeira de capital de giro apertado com outras variáveis não financeiras, tão importantes quanto, como o desempenho pedagógico. O Educbank quer ser a primeira instituição do setor a desenvolver essas métricas (de correlação financeira vis-a-vis pedagógica), pois queremos ampliar o acesso à educação de qualidade no país apoiando financeiramente escolas no potencial para que assim elas prosperem. 

O objetivo de aumentar o acesso à educação de qualidade no país não é nosso. Nos inspiramos num dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) lançado pela Organização das Nações Unidas, na chamada Agenda 2030. Um país que possui mais de 69 milhões de adultos sem ensino médio (o dado é de 2020, do IBGE) precisa ter esse objetivo em vista e também dar a ele um sentimento de urgência que esteja à altura do problema, que continua sendo a educação no país. Não iremos recuar desse objetivo até que nossas escolas tenham o capital e as ferramentas necessárias para contribuir significativamente a ele, em nível nacional.

 

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