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A importância da escola e por que devemos preservá-la

15 de junho de 2022

O ambiente escolar é crucial para aprender as normas sociais, pautadas na interação com o outro, e desenvolver habilidades socioemocionais.

 

A escola tem um papel essencial na formação de uma pessoa. Mesmo que existam outras formas de instruir o ensino básico às crianças, a estrutura tradicional tem sua importância preservada em escala global, sobretudo por desenvolver ativamente a socialização das crianças e jovens.

A análise de outros modelos deve sempre considerar aspectos e vantagens do que já está em uso. Nesse sentido, a escola vai além do próprio ensino, incluindo habilidades socioemocionais, linguísticas e criativas, itens necessários para uma boa formação.

 

O papel da escola para a sociedade

O ambiente de ensino promove, na prática, as normas de convivência, tendo a igualdade como importante base. “A escola é o primeiro lugar onde o estudante vai ter uma socialização organizada, com regras bem definidas e onde ele vai aprender o espaço do outro. Trata-se de um microcosmo social. Dentro de casa, com a família, muitas vezes as regras não existem ou existem apenas do ponto de vista da própria família”, explica Lara Crivelaro, Diretora Acadêmica do Educbank.

Esses espaços, bem definidos, colocam em evidência a troca com o outro, o respeito e os conhecimentos essenciais, como as hard skills (competências técnicas) e as soft skills (habilidades comportamentais e de teor social). É a partir desses conhecimentos e das interações que o estudante percebe expressões corporais diferentes das já conhecidas e, juntamente com as aulas, pode aprender, por exemplo, a língua portuguesa e como aplicá-la em diferentes cenários.

Por garantir o direito do estudante de ter acesso a todos esses elementos, a escola como instituição de função social precisa ser preservada. “Para famílias em situações financeiras delicadas, é a escola que propicia à criança a possibilidade de se alimentar corretamente. Para outros, também é o local que ensinará o que é certo ou errado, já que em família os limites podem ser mais flexíveis ou até nem serem tão claros”, acrescenta Lara Crivelaro.

 

O convívio com múltiplas ideias

Também é na escola que o estudante desenvolve o seu próprio senso crítico e crenças, justamente pelo convívio com pensamentos diversos. “É um ambiente que proporciona o desenvolvimento do equilíbrio socioemocional, da aprendizagem e o contato com diferentes ideias, definições e conceitos ensinados pelos professores com repertórios e visões de mundo múltiplos”, relata Crivelaro.

Em síntese, a oportunidade de ouvir vários pontos de vista permite que o indivíduo elabore seu próprio pensamento, amplie o seu repertório – o que não pode ser negado, em hipótese alguma, a uma pessoa. Todos esses fatores serão significativos para lidar com o mundo contemporâneo e, futuramente, com o mercado de trabalho.

Assim, os professores, habilitados e licenciados para isso, guiam essa formação, conectando as crianças e jovens à sociedade. A diversidade e inclusão internas, ou seja, dentro da própria escola, integrando pessoas de outras nacionalidades, realidades sociais distintas, com deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial), também beneficiam a constituição de um ambiente plural e um aprendizado maximizado.

Portanto, o foco da educação deve ser no fortalecimento e preservação da escola como instituição, priorizando a sociabilidade e a questão socioemocional.

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