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Educação Híbrida, Educbank e as transformações no setor

17 de setembro de 2021

Uma proposta de interlocução vinda de quem também executa

O Educbank mantém hoje um diálogo com os atores que transformaram a educação no país nas duas últimas décadas. A proposta nossa envolve nos informar das últimas transformações da educação para sempre poder dar o primeiro passo no setor. No seu último artigo publicado, por exemplo, a ex-presidente do INEP e uma das principais idealizadoras do ENEM, Maria Inês Fini, explora um tema que está vigente no setor hoje: a educação híbrida. Ele foi publicado na  “Associação Nacional de Educação Básica Híbrida” (ANEBHI). 

A título de exemplo, foi pelo artigo de Maria Inês Fini que o Educbank pôde se orientar quanto ao tema nos seguintes termos: a educação híbrida é um fenômeno anterior à pandemia, mas intensificado por ele; e a educação híbrida não se confunde com o ensino remoto, nem tampouco irá diminuir o tempo presencial do aluno na escola. A educação híbrida reúne de maneira indispensável os ambientes escolar e remoto. Nós partilhamos da mesma opinião. 

A escola, aliás, continua um lugar central para a criança e o adolescente, é lá que as primeiras interações sociais se dão de maneira diária e intensa, sendo a primeira experiência social da criança, e isto é insubstituível. Onde mais um aluno ou uma aluna poderiam conviver mediante regras civilizadas ao mesmo tempo que aprende as habilidades e os conteúdos que o ensinarão a viver melhor e a se inserir profissionalmente? 

Nas palavras de Maria Inês Fini, já pensando na figura do gestor escolar: “É muito importante que o gestor compreenda que a escolaridade formal desenvolvida nas escolas, principalmente na etapa presencial, contém elementos fundamentais para a formação da personalidade de nossas crianças e jovens. Para muitos deles, a escola representa o primeiro ambiente estruturado, com horários, turmas de amigos, regras de convivência, deveres, e direitos  no qual vão interagir.”

Aqui estamos refletindo a respeito de quais transformações na educação estão vindo na direção do diretor e da diretora de escola, dos coordenadores pedagógicos e de toda a parte da educação básica que cuida, em síntese, da gestão escolar. Sabemos que a pandemia afetou drasticamente o modelo escolar, mas no que diz respeito particularmente aos gestores, o impacto não é muito discutido. 

A educação do país progrediu muito nas últimas três décadas e assistiu à “consolidação das estatísticas nacionais” apoiadas pelas “evidências trazidas pelos Censos da Educação Básica e Superior, e pelas avaliações SAEB e ENCCEJA e pelo exame ENEM”.  O Educbank se vale desses recursos valiosos para apoiar o setor com informações validadas, baseadas em evidências, e não apenas em intuições ou no que entendemos ser o caminho correto a seguir. Mas ainda há muito a ser feito, e o dado que circula frequentemente nas nossas discussões é o de que mais da metade das pessoas com 25 anos ou mais não concluiu a educação básica no Brasil. Segundo o PNAD, são 69,5 milhões de adultos que não concluíram uma das etapas de formação básica. 

O Educbank vem para transformar completamente essa realidade, e mudar significativamente o acesso à educação de qualidade no país. 

 

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