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Educação inclusiva e diversidade

28 de junho de 2022

Com o propósito de transformar o setor de educação e com isso reduzir as disparidades inerentes a ele, o Educbank aposta numa solução que vai muito além do seu ponto de partida financeiro. Há um padrão na América Latina no que diz respeito à educação básica. Nas palavras do nosso fundador: “Existe um denominador comum [na nossa região]: grupos socialmente privilegiados continuam tendo acesso à educação de qualidade muito superior. O novo olhar educacional deve pensar na inclusão como um ponto de partida”, aponta Danilo Costa.

Uma educação inclusiva, portanto, é uma que contemple a diversidade de gênero, que vise à redução das desigualdades por meio do ensino e da aprendizagem, que combata ativamente preconceitos na elaboração de conteúdos e em sala de aula, e que não dê qualquer tipo de conivência à discriminação. Por fim, a inclusão também significa considerar qualquer tipo de deficiência como um fato a ser integrado em sala de aula.

Há muitos projetos que perpassam a educação inclusiva hoje. Inclusão de crianças com deficiência física em salas de aula regulares; uso de brinquedos e Lego no ensino de braile; grupos de canto e de música apenas para o público LGBTQ+, são exemplos que nossa equipe de pesquisa já levantou.

Os brasileiros reconhecem a importância de as crianças aprenderem o quanto antes sobre diversidade, equidade e inclusão. Segundo estudo da empresa de aprendizagem Pearson, realizado no final de 2021,  76% dos brasileiros defendem que as crianças devem aprender tais conceitos desde a pré-escola. Entre os cinco países que participaram do levantamento – China, Índia, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil – o Brasil é o único que manifestou a preocupação desde cedo.

 

A comunidade LGBTQIA+ nas escolas

A comunidade LGBTQIA+ ainda sofre discriminações no quadro educacional brasileiro. A hostilidade pode partir de colegas, que excluem e atacam (verbal ou fisicamente) a pessoa, ou, até mesmo, da própria escola, não interfere e, por vezes, nega acusações. Como resultado, o estudante ofendido é prejudicado em sua vida pessoal e acadêmica, já que não encontra um campo favorável às amizades e à concentração no estudo.

A necessidade de mudar é urgente. Qualquer aversão ou preconceito contra pessoas LGBTQIA+ é crime no Brasil. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal definiu que a Lei nº 7.716, chamada “Lei de Racismo”, inclui crimes de discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero.

  Nesse sentido, o MEC (Ministério da Educação) já regulamenta o uso de nome social no ambiente escolar. Isso significa que uma criança ou um adolescente transgênero deve ser chamado pelo nome de sua preferência por toda a escola, basta a autoidentificação e o pedido. O uso dos banheiros e as aulas segmentadas por gênero também devem respeitar a escolha do estudante. 

 

Adaptações escolares para incluir mais estudantes

Na maioria dos casos, é necessário que a escola estabeleça mudanças para atender, da melhor maneira, indivíduos com necessidades especiais. Isso porque a inclusão é firmada quando existe uma base adequada para o estudante, ou seja, não basta apenas tê-lo matriculado.

  Portanto, a escola precisa reinventar práticas, acompanhar a adaptação e as dificuldades do estudante, ao mesmo tempo em que deve garantir o convívio dele com os demais. É preciso que o espaço tenha rampas ou elevadores para pessoas com deficiência física, por exemplo, e informações em braile ou auditivas para deficientes visuais. Até mesmo as brincadeiras devem garantir que todos consigam participar. 

 

Conclusão

Nas palavras da Diretora Acadêmica do Educbank, a implementação de uma educação inclusiva também passa por uma “adaptação escolar para inclusão de estudantes que requisitam metodologias diferenciadas, direito dos estudantes com alguma particularidade física ou mental de manter a mesma grade curricular estudantil que os outros alunos, dentre outras iniciativas” (Lara Crivelaro).

O Educbank tem a inclusão como um princípio fundador do nosso projeto. Educação e inclusão precisam estar acompanhadas uma da outra, a par e passo. Sem a inclusão a educação exclui, e isso é algo que vai totalmente de encontro ao nosso ideal. Por isso mesmo, nosso Instituto está trabalhando ativamente no sentido de reunir projetos nascidos nas escolas da educação básica para divulgá-los numa plataforma (no caso, a do Instituto) que aumente o alcance deles, inspirando alunos, educadores e escolas a desenvolver ainda mais projetos ligados à educação inclusiva.  

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