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Educação: uma resposta poderosa à pandemia

04 de outubro de 2021

O Educbank vem acompanhando o duro esforço das escolas em se manterem durante e depois de um evento de escala mundial que atingiu no cerne as instituições que dependiam, em grande parte, de atividades presenciais. Enquanto fintech completamente ligada às escolas, o intuito do Educbank desde a concepção é o de formar uma compreensão holística das instituições de ensino da educação básica. Por mais que seja entendido como tecnologia financeira (a tradução literal do termo fintech), sem o desenvolvimento de uma relação mais holística o Educbank ficaria resumido a um produto e a um contrato. No nosso entender, o produto financeiro é o pontapé inicial para uma série de inovações que podem vir depois.

Hoje, por exemplo, falaremos de uma circunstância atual que para ser combatida depende inteiramente das instituições de ensino: a própria pandemia. Infectologistas de todo o mundo apresentaram recentemente suas opiniões sobre o que fazer para se evitar uma próxima pandemia. Publicada na revista Mashable, nos Estados Unidos, e traduzida como notícia pela Época Negócios, a reportagem relata o que é consenso entre profissionais da saúde, da educação e da medicina: para se evitar uma próxima pandemia, o maior objetivo a ser alcançado é o de “formar cada vez mais cidadãos cientificamente letrados”

O despertar do pensamento científico é uma das contribuições mais importantes que uma escola pode prover à sociedade. Como a ciência não é apenas um corpo de conhecimento que pode ser conhecido no nível da pura e simples informação, sempre dependeremos dos educadores para produzir esse despertar. A informação pode ser acessada rapidamente na internet. Já o despertar do pensamento científico pode nunca acontecer – e disso decorrem uma série de efeitos perigosos para a sociedade: obscurantismo, práticas ostensivas de desinformação, e uma dificuldade generalizada de compreender fatos que não admitem contestação por opinião ou ideologia, mas apenas por métodos científicos. O exemplo mais evidente disso hoje é a existência de movimentos antivacina em todo o mundo, durante e depois da pandemia. 

A educação, portanto, continua sendo o rito de passagem de um pensamento supersticioso para um pensamento próprio, reflexivo, apto a incutir concepções de crítica e de ciência num cidadão. Uma vez despertados esses dois modos de pensar, eles não podem ser parados, passam a constituir patrimônio intelectual de um cidadão, que agora se encontra em melhores condições de se blindar de fenômenos tais como: as fake-news, as campanhas ideológicas que não se alicerçam em fatos científicos, mas sim na politização desses fatos, chegando a casos extremos como o do terraplanismo, e as polarizações que dificultam uma compreensão menos enviesada dos acontecimentos que nos cercam. 

Carl Sagan, um grande cientista do séc. XX, numa de suas entrevistas diz que a ciência não é e nem pode ser apenas um “corpo de conhecimento, mas também, um modo de pensar criticamente.” E as escolas, por mais que precisem atender a um sistema de ensino voltado para o vestibular, continuam sendo os locais por excelência onde são despertadas as primeiras experiências com formas de pensamento validadas, demonstráveis, e, por último, críticas. Um país, portanto, com baixo acesso à educação básica de qualidade, convive com o contrário dessas formas de pensamento: ele tende ao obscurantismo, à ignorância e a um anticientificismo. Exatamente o que se deve combater para conseguir uma resposta adequada a eventos de escala global, como foi a pandemia do Covid-19. As escolas, portanto, têm um papel fundamental, e é por isso que do início ao fim o Educbank visa a atuar em nome do seu crescimento. Somente assim um país pode prosperar significativamente enquanto sociedade mais igualitária e democrática. 

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