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Educbank, PIX e o futuro das mensalidades escolares

06 de março de 2021

De quem é o Pix? Que efeitos positivos ele tem num cenário de pandemia? De que modo o Pix irá modificar os conhecidos boletos bancários?

O Banco Central (“BACEN”) detém a propriedade sobre a tecnologia do Pix, que foi desenvolvido por ele mesmo. O Pix é brasileiro, com um nome de batismo que tenta transmitir a simplicidade da sua utilização. Ele possui uma segurança incrível, detendo um servidor independente dos sistemas de TEDs e DOCs, além de ser muito rápido. Uma transação eletrônica de Pix leva menos de um segundo para ser efetuada. No jargão da tecnologia, esses servidores em que todas as transações precisam ocorrer são chamados de backbones. Ou seja, eles são a espinha dorsal desta tecnologia.

O intuito do BC não foi o de criar uma sigla, mas sim uma abreviatura que fosse tão ágil de comunicar quanto a tecnologia é de usar. A instituição se inspirou no termo “Pixel’’ e decidiu abreviá-lo. Pixel quer dizer a unidade mínima de uma imagem renderizada para nossas telas, que possui de poucos a milhões de Pixels. Assim como bit — a unidade mínima de um dado que trafega na Internet — é uma abreviatura de byte. Mas esse mesmo nome, “bit”, já é utilizado por outra tecnologia que está associada à moeda. E se o BACEN tivesse optado por BIT no lugar de Pix ele acabaria sendo associado a ela.

Tanto como os milhões de Pixels que formam as imagens dos nossos computadoresentão, haverá milhões de Pix. Já está havendo, aliás:

“O Pix, serviço instantâneo de transferências eletrônica criado pelo Banco Central (BACEN), é um sucesso. Desde que essa tecnologia ficou à disposição do usuário para enviar e receber dinheiro 24 horas por dia, sete dias por semana, os números comprovam o acerto do BC. Até fevereiro de 2021, haviam sido cadastradas mais de 181,8 milhões de chaves Pix, que haviam realizado um total de 275,3 milhões de transações, ou R$ 197,7 bilhões de reais.” (Fonte: Jenne Andrade, jornal O Estado de S. Paulo, 16/03/2021)

É uma tecnologia altamente pulverizada e acessível, pois atravessa todos os bancos e depende apenas de uma chave para ser utilizada. Suas características mais definidoras realmente são: instantaneidade e gratuidade. Naturalmente, tendo em vista essas características as preocupações com segurança surgiram logo em seguida. Mas elas não foram muito longe, pois elas não se diferenciam das tentativas de fraude que já ocorriam na Internet. Ou seja, não há nada específico ao Pix que contenha a ocasião para um novo tipo de fraude. O que há, na verdade, são as incertezas comuns diante de tudo que é novo. Tanto mais quando esse novo não tem custo e é instantâneo:

“Fizemos uma plataforma sem fins lucrativos, cobrando o mínimo necessário para pagar o sistema”, afirmou o diretor. “O banco que recebe um Pix paga um décimo de centavo de real para o BC. É basicamente dispersível”. O objetivo da cobrança, segundo Mello, é apenas ressarcir os custos operacionais do sistema….” (Fonte: entrevista do UOL com o Diretor do Banco Central, João Manoel de Mello).

Depois dessa curta introdução, vamos nos concentrar agora no ponto que mais nos toca enquanto uma fintech dedicada a apoiar financeiramente todas as escolas da rede privada desse grande país.

O próximo passo do Pix

Com data de lançamento definida pelo BACEN para 14 de maio deste ano, esse formato de Pix corresponderá exatamente ao que hoje é o boleto bancário. Ou seja, ele terá prazo de vencimento, um QR code (que é a mesma coisa que aquela longa sequência do código de barra, só que num formato de imagem), valor definido, emissor e pagador.

O que muda então? O Pix Cobrança seria somente um boleto repaginado? Com certeza não. O que muda de mais fundamental é o tempo de validação da transferência que sai de “até dois dias úteis” para “menos de um segundo”. Esse é um recurso importante para a economia: a validação instantânea do recebimento, o conhecimento de que o dinheiro já está na conta. Imaginem um cenário (e este cenário existe) em que um TED ou um DOC retornam por falta de fundos ou por algum outro motivo fora do controle das partes envolvidas? Isso só acontece porque existe esse intervalo de “desconfiança” entre elas: de até dois dias úteis para o boleto, de 24 horas para o DOC e de uma hora para o TED.

Essa garantia do recebimento e a instantaneidade dele tem tudo a ver com a saúde financeira de uma escola. Por quê? Porque uma escola tem uma sazonalidade de fluxo de caixa toda particular. As mensalidades não são bem mensalidades, mas uma anuidade parcelada; a folha de pagamento dos professores e dos funcionários depende da previsibilidade desses pagamentos para que a escola não tenha que contrair um empréstimo — de súbito — só para cobrir o intervalo do mês em que ela estaria descoberta em relação à folha.

Em resumo: a implementação do PIX Cobrança na atividade-fim do Educbank resolve todos esses problemas de uma só vez. Estamos ansiosos!

Ao longo das próximas postagens, continuaremos desdobrando as especificidades da gestão financeira das escolas. Nós passaremos por todas elas ao longo do nosso blog: Uma por uma. Fonte por fonte. Detalhe por detalhe. Lei por lei. Problema por problema. Solução por solução.

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