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Gestão escolar, documentos, boletos e a blockchain

25 de outubro de 2021

A tendência de desmaterialização dos documentos só vem aumentando e não poderia ser de outro modo. Uma escola com 3 mil alunos que guardasse 3 mil “fichas” para cada um de seus alunos enfrentaria problemas óbvios de gestão. Mesmo uma escola que armazenasse tudo isso virtualmente, ainda assim estaria exposta a fatores como a falta de autenticidade, corrupção dos arquivos, pura e simples perda, falhas de segurança que incorreriam em captura de dados.

Ainda que esta tendência esteja firmemente sendo consolidada, o custo de legado para as escolas é uma realidade. Escolas com cinquenta, e até mesmo cem anos de funcionamento, enfrentam dilemas de preservação à altura de instituições financeiras que também possuem esse tempo de exercício, que resulta sempre em mais e mais acúmulo de documentação, a cada matrícula uma nova leva de documentos é exigida e assim sucessivamente.

A resposta para isso veio, não poderia ser de outro modo, da tecnologia. Hoje se fala corriqueiramente que “os documentos se encontram na nuvem”. E há plataformas desenhadas para atender às demandas escolares no sentido de organizar a documentação, os pagamentos, as notas, as presenças e tudo o mais que constitui a especificidade da gestão escolar.  O Educbank oferece isso como parte do seu produto financeiro.

Os pesquisadores de conteúdo e a equipe de tech do Educbank estão bem a par de que a ida dos documentos “para a nuvem” tem implicações que precisam ser consideradas. Como as de segurança, e, também, de disponibilidade. De segurança porque em última instância a custódia dos documentos fica com o servidor que está armazenando esses documentos, e não com a escola ou com o Educbank. E a Lei Geral de Proteção de Dados está aí para nos mandar uma mensagem clara – a segurança e a privacidade das informações se tornou matéria de primeira ordem num mundo globalizado e hiperconectado, pela Internet. A responsabilidade é grande, e juridicamente prevista.

Em segundo lugar, as implicações de disponibilidade. Na segunda-feira do dia 4 de outubro deste ano, os serviços da empresa que controla o Facebook, o Whatsapp e o Instagram saíram do ar por mais de seis horas. Foi o maior período até hoje que esses serviços ficaram inacessíveis. Pois todos eles dependem de um mesmo servidor, ou seja, a mesma “nuvem”. É neste ponto que podemos entender a diferença entre a “nuvem” e o que poderíamos chamar de maneira didática de “nuvem 2.0”, a tecnologia denominada blockchain.

Popularizada com a ascensão da primeira criptomoeda da história, o bitcoin, a blockchain nada mais é que uma nuvem contendo todas as informações de tudo que já aconteceu até hoje em termos de transações, validações, registro, saldo e etc., dos bitcoins. Com a diferença crucial de que ela é uma nuvem descentralizada, e não depende de um servidor central para funcionar. Não tardou para que pessoas inovadoras pensassem o paradigma da blockchain para outros serviços que não o da criptomoeda. E é aqui que entendemos a importância da nova tecnologia. No lugar de um grande servidor mantendo os serviços (essenciais!) funcionando, agora milhares de servidores domésticos – podendo ser até mesmo um computador pessoal – podem fazer isso.

Quando a tecnologia da blockchain chegar às escolas, talvez ela já nem seja mais tão perceptível e tão difícil de entender. Assim como foi com o whatsapp. Antes as pessoas enviavam SMS, hoje elas enviam whatsapp. Mas os que estão por trás dessas grandes descobertas, essas mentes inovadoras, são a razão de ser de transformações radicais na sociedade, para melhor. E nós do Educbank estamos sempre à procura de inspiração para inovar, por isso não deixamos de nos inteirar sobre o estado da arte das mais recentes tecnologias. Para sempre poder implementá-las num desenho específico para as escolas.

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