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O Educbank e as inovações históricas vindas das credenciadoras – Parte II

05 de janeiro de 2022

Na publicação passada, abordamos a história do modelo de negócios das credenciadoras. Contamos como o setor de pagamentos inicialmente se desenvolveu em torno do problema de liquidação de transações e como, no começo do século, resolveu o problema da exclusividade entre credenciadoras e bandeiras. Com essa solução, o mercado e as autoridades reguladoras foram capazes de beneficiar vendedores e compradores, gerando ganhos de escala para todos.

O fim da exclusividade não é o único capítulo recente da história do modelo de adquirência que demonstra o impacto de inovações no setor de pagamentos. Após o fim da exclusividade, em 2013, entra em vigor a Lei nº 12.865 que, dentre outras especificações, estabeleceu a interoperabilidade inter-arranjo e intra-arranjo, promovendo um acesso não discriminatório aos serviços de pagamentos. Ainda, por meio dessa norma, os arranjos e as instituições relacionadas aos cartões de pagamento passaram a integrar o Sistema Brasileiro de Pagamentos (SPB).

O princípio da interoperabilidade foi determinante para a evolução do uso de máquinas de pagamento ligadas a caixas no setor (pinpads). Isso porque o pinpad comporta, dentro de um mesmo equipamento, as chaves criptográficas de diferentes credenciadoras (ao contrário da maquininha móvel, que geralmente só possui a chave de uma única credenciadora). Para que o pinpad possa efetivamente comportar diversas credenciadoras, o equipamento deve registrar cada venda realizada através da chave de criptografia das respectivas credenciadoras.

Porém, em razão da existência de diversas versões de mapas de chaves criptográficas e possibilidade de customização de tais mapas, nem todas as credenciadoras eram capazes de contar com suas chaves inseridas em todas os pinpads ativos. Novamente, tal situação gerava custos para os lojistas e recebedores em geral, que não eram capazes de oferecer múltiplos serviços de pagamento para seus clientes.

A solução da indústria, a partir da Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços – Abecs, junto do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, foi a de montar um mapa de chaves definitivo e de uso obrigatório. Com tal solução, os pinpads passaram a ser “interoperáveis”, beneficiando lojistas e impedindo que credenciadoras com novas chaves fossem prejudicadas.

Como se constata da história do modelo de negócios de adquirência, há um grande caminho percorrido no sentido de viabilizar ao mercado uma solução escalável e eficiente para a realização de transações. Essa é uma premissa incorporada pelo Educbank no desenvolvimento de sua própria identidade: a oferta de uma solução que beneficie tanto famílias, quanto escolas. E que não discrimine entre meios de pagamento – sendo possível inclusive o pagamento via criptomoedas.

Se por um lado a história do mercado demonstra o caráter inovador associado às atividades de adquirência, por outro mostra que não basta a criação de soluções genéricas. O Educbank trabalha em prol de uma inovação que endereça problemas reais porque possui uma missão concreta: o desenvolvimento da educação básica de qualidade com equilíbrio financeiro.   

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