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O futuro do PIX

17 de dezembro de 2021

O Pix, a solução de pagamentos eletrônicos instantâneos instituída pelo Banco Central, foi lançado oficialmente em 5 de outubro de 2020 e, neste pouco mais de um ano de operação, alterou profundamente a forma como os brasileiros fazem pagamentos. Com base em dados de novembro de 2021, são mais de 364 milhões de chaves cadastradas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) e mais de 1.2 bilhões de transações liquidadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).

Esta adesão massiva à solução de pagamentos instantâneos do Banco Central também vem mudando a forma como brasileiros se relacionam com pagamentos e com dinheiro físico em geral. O Pix rivaliza diretamente com tecnologias de transferências bancárias – como DOC e TED –, com pagamentos via cartão de débito e com pagamentos via boletos. O Pix também concorre com pagamentos em dinheiro vivo e contribui para a digitalização da moeda.

O conjunto dessa série de características – liquidação instantânea, disponível a qualquer momento, em meio digital – torna difícil imaginar a próxima era de pagamentos no Brasil. Mas o primeiro ciclo do Sandbox Regulatório do Banco Central nos permite imaginar o futuro do Pix.

O que é o Sandbox Regulatório? É um ambiente controlado em que entidades são autorizadas pelo Banco Central a testar projetos inovadores. Durante o período de testes, as empresas escolhidas ficam sujeitas a requisitos regulatórios diferenciados e possuem um canal de diálogo direto com os reguladores, de modo que possam receber orientações personalizadas sobre como interpretar e aplicar a regulamentação cabível aos projetos em análise.

Recentemente, foram divulgados os projetos escolhidos para o primeiro ciclo do Sandbox Regulatório do Banco Central. Entre eles, foi escolhido o projeto para a “realização de transações de pagamento com concessão de crédito, rotativo ou parcelado, utilizando funcionalidades do Pix”. Hoje, imaginar o futuro do Pix é imaginar o Pix Crédito.

Os casos de uso de transações de pagamento com concessão de crédito a partir das funcionalidades do Pix podem se revelar muito positivos para a administração de uma instituição de ensino. A capacidade de contratar crédito como forma de pagamento instantâneo pode facilitar a relação com funcionários e torna mais eficiente o planejamento das finanças da escola. Além disso, gestores escolares terão um meio adicional para negociar e garantir o pagamento de seus fornecedores. Benefícios estes que não são diferentes daqueles que notamos nos casos de uso do Real digital.

Nós do Educbank temos plena consciência de como transações de pagamento com concessão de crédito podem revolucionar a gestão de uma empresa. A tese do modelo de negócio do Educbank tem tudo a ver com essas inovações que estão chegando. Desde a concepção, nós buscamos nos alinhar com as principais inovações financeiras vindas tanto do Banco Central quanto das mais recentes tecnologias.

É por isso que esse tipo de iniciativa – a realização de pagamentos com concessão de crédito a partir de funcionalidades do Pix – pode ser tão importante. Porque, assim como a solução de pagamentos do Educbank, essa inovação poderá transformar questões complexas de contratação de crédito em produtos simples e acessíveis. E é justamente com esta forma de atuação, simplificando problemas reais em prol de todos, que o Educbank deseja impactar a educação no Brasil.

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