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O open banking e as escolas

16 de junho de 2021

O nosso Banco Central é atualmente considerado um dos mais inovadores do mundo. Ele tem conseguido não apenas acompanhar as inovações financeiras internacionais mais recentes, como também protagonizar algumas, atuando assertivamente junto às as principais fintechs e bancos brasileiros. Esse foi o caso do PIX, que em pouco tempo se tornou um dos principais meios de pagamento em nossa sociedade (escrevemos sobre ele aqui). Falamos da facilidade do nome “PIX”, e de como ele caiu nas graças da população beneficiando toda nossa a economia. Um estrondoso sucesso idealizado pelo nosso Banco Central.

Porém, não para por aí. Há uma outra frente que o Banco Central vem dedicando energia. Aliás, há várias. Mas aprofundaremos uma em particular: o open banking. Levantaremos aqui e em primeira mão as implicações dessa revolução que com certeza transformará para melhor as possibilidades financeiras das escolas brasileiras.

Open banking é, numa síntese, a abertura dos bancos para produtos e serviços financeiros que não estão ofertados por eles em sua cesta de produtos. Uma espécie de entrecruzamento dos bancos e das fintechs com o objetivo de fomentar saudavelmente a concorrência entre essas instituições. E quem ganha com isso? Todas as nossas escolas, que passam a ter mais acesso a crédito e possibilidades financeiras.

Ele está previsto em etapas, pois como se trata de uma abertura gradual dos bancos, eles próprios têm que preparar suas plataformas e seus “legados” com atualizações que compatibilizam produtos externos a eles — internamente. Parece estranho e contraintuitivo um banco ofertar uma linha de crédito que não seja dele. Mas, na verdade, já há linhas de créditos mais em conta fora dos bancos vindas das fintechs, que, aliás, se definem justamente por isso — pela inovação em tecnologias financeiras.

A maioria das escolas particulares do país são correntistas de bancos, e processam um volume expressivo de transações. Milhões de pagamentos, boletos e salários são mensalmente realizados pelas escolas através das plataformas bancárias tradicionais. Em contrapartida, não há oferta relevante de linhas, produtos ou serviços financeiros de qualidade customizados especificamente à educação básica brasileira — o que atualmente, especialmente após a pandemia, deixa inconformado uma boa parte do setor. De imediato, com o open banking implementado, as escolas terão acesso a uma oferta maior de linhas de crédito e produtos de maior qualidade. Essa revolução corresponderá de pronto também a instituições que precisarão competir entre si para melhor servir a escola como cliente; essa é, aliás, uma das essências do open banking — estimular a concorrência entre as instituições financeiras e as fintechs. Concorrência força a inovação, a desburocratização e, é claro, resulta em taxas mais baixas para as escolas. É um cenário em que todos têm a ganhar, e o Educbank ocupará um papel central nesta luta por cada vez maiores possibilidade às escolas.

Finalmente, mas não menos importante, o open banking terá o desafio de respeitar algo que está acima dele e a cada dia que passa representa um princípio ético mais forte em nossa sociedade cada dia mais conectada à internet: a proteção dos dados e informações. O Educbank é um entusiasta do marco legal da LGPD e se dedica a colocá-lo no foco das atenções do setor educacional, bem como das fintechs e instituições financeiras. Precisamos ser capazes de prover melhores serviços e produtos financeiros ao mesmo tempo que construímos uma inviolável privacidade à nossas escolas.

Os grandes bancos continuam sendo as instituições detentoras das transações financeiras da maioria das escolas em razão da própria natureza recorrente do serviço oferecido e da seriedade que muitos deles possuem. E justamente nesse sentido é que as escolas mais irão se beneficiar com o open banking em nossa visão: haverá um desdobramento do atual processo, elevando de maneira substancial as atuais possibilidades. Trabalharemos para tornar a vida do gestor escolar mais fácil, mais econômica e mais ambiciosa, visando o mesmo objetivo: universalizar o acesso à educação básica de qualidade no Brasil.

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