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O Real Digital nas escolas

13 de dezembro de 2021

No final de novembro, o Banco Central realizou o evento de encerramento de sua série de webinars ‘O Real Digital’ e lançou o Lift Challenge – Real Digital, que teve por objetivo avaliar a viabilidade tecnológica e os casos de uso de uma moeda digital emitida pelo próprio Banco Central. Com o desenvolvimento do Real Digital, a incorporação de tecnologias de ponta – como smart contracts e dinheiro programável – se tornará uma realidade para toda a sociedade brasileira.

Tais tipos de usos permitem automatizar pagamentos e regular os usos do dinheiro, com grande potencial de reduzir custos de transação. Imagine, por exemplo, a compra de um imóvel. Hoje, necessariamente um dos dois atos ocorre primeiro e o outro em seguida: a transferência de propriedade e o pagamento correspondente. Se o pagamento ocorrer primeiro, o comprador passa a depender do vendedor para a transferência de propriedade. Se a transferência ocorrer primeiro, o vendedor fica sujeito ao comprador pelo pagamento. A possibilidade de se “programar” o uso do dinheiro e a execução automática de contratos elimina esse tipo de incerteza em negociações – o que altera profundamente a dinâmica de relações comerciais do futuro. 

O Educbank já está a par dessas grandes inovações e já sabemos, também, que a vida financeira de alunos e alunas será profundamente alterada com a adoção generalizada deste tipo de tecnologia. É possível pensar em mesadas pagas em real digital e, como o gasto do dinheiro pode ser programável, pais e mães possuem maior segurança a respeito dos gastos de seus filhos. As escolas, nessa lógica, se tornarão um centro importante onde crianças e adolescentes poderão ser habilitados a fazer compras: na cantina, na papelaria, no xerox.

Os casos de uso desse tipo de inovação monetária também podem revolucionar a administração de uma instituição de ensino. Do ponto de vista da própria escola, os gestores escolares terão uma ferramenta poderosa para negociar e conduzir relações comerciais com seus fornecedores, da compra de acessórios e materiais de limpeza até a aquisição de novas tecnologias. Do ponto de vista administrativo, a capacidade de se programar o uso do dinheiro facilita a relação com funcionários e torna mais eficiente o planejamento das finanças da escola.

Basta um olhar panorâmico, e podemos visualizar algumas revoluções que estão por vir com o real digital. Em primeiro lugar, essa tecnologia permite que cada pessoa possa custodiar sua conta em uma carteira digital junto ao próprio Banco Central, o emissor da moeda. Essa possibilidade levanta questões a respeito de qual será o papel dos grandes bancos de varejo no futuro. Para quem tem interesse em compreender mais sobre esse cenário, vale conferir o comentário do economista Fernando Ulrich, no seu canal do Youtube. 

Em segundo lugar, levanta uma questão a respeito de quando será relevante o uso da moeda física ao invés da moeda digital. A última, ao contrário da primeira, por sua própria natureza é imune à decomposição física. Porém, em um país com tantos desafios de inclusão financeira e universalização da conexão à internet, não se pode presumir a substituição de uma pela outra. 

Um dos desafios dos gestores será saber equilibrar os usos de novas tecnologias com aquilo que já se tem hoje disponível. Quanto melhor esse equilíbrio, melhor estará preparada a escola para enfrentar seus desafios cotidianos, de conciliar eficiência administrativa com a busca pela excelência acadêmica.

O real digital será mais uma tecnologia monetária que, quando integrada às demais soluções de pagamentos disponíveis, permitirá novos (e melhores) equilíbrios entre estes dois fatores. E isso tem tudo a ver com o Educbank, que nasceu para ajudar a organização financeira das escolas e permitir que gestores possam se concentrar no que realmente importa: em proporcionar a melhor educação possível para seus alunos. Estamos ansiosos com a chegada do Real Digital e seremos a primeira fintech inteiramente dedicada às escolas que irá prover todo o leque de inovações e de recursos dessa tecnologia a elas. 

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