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Pensando uma solução financeira que impacta a educação do país

28 de setembro de 2021

O modelo de adquirência

A adquirência hoje constitui todo um setor da economia. Ele não é amplamente discutido pelo grande público porque tem lá sua complexidade econômica. Ele se resume, num primeiro olhar, às intermediações de pagamento realizadas pelas máquinas de cartão. As conhecidas “maquininhas”. Essas intermediadoras de pagamento são o principal vínculo entre empresa e consumidor, de um lado, e as grandes instituições financeiras, de outro.

Esse vínculo tem mudado. Com a chegada do PIX, funcionalidades antes exclusivas das intermediadoras de pagamento agora começam a aparecer tanto para os estabelecimentos comerciais quanto para os próprios consumidores. Hoje já é possível, por exemplo, um estabelecimento comercial oferecer dinheiro em espécie por pagamento em PIX. Ou seja, que ele atue mais ou menos como um caixa eletrônico, sem a caixa.

Mas por que falamos de adquirência? Porque o Educbank é uma solução que se assemelha muito a um meio de pagamento, e não a uma empresa de cobrança. Ele também atua como um intermediador do pagamento das mensalidades das escolas, mas com um benefício muito poderoso ao mesmo tempo – grau zero de inadimplência dos alunos matriculados, enquanto durar a relação. 

À primeira vista, a solução parece milagrosa, mas não é. Ela é pautada em pesquisas de mercado sobre a natureza da inadimplência escolar, sua sazonalidade e seus impactos. E é uma solução que não se reduz a um produto financeiro. Ele é, sim, o iniciador de uma relação de longo prazo que o Educbank visa construir junto às escolas. Mas depois disso, há um mar aberto de possibilidades de inovação que podem ser pensadas. Principalmente aquelas que tem como objeto a capacidade de investir das escolas, que até hoje, no nosso país, nunca recebeu a devida atenção. 

Sabemos que escolas tem um perfil de negócio mais de mantenedor do que de empreendedor. Empreender com uma escola significa expandi-la, fazê-la crescer pedagógica e economicamente. As escolas possuem desafios tão elevados – apenas para se manterem –  que dificilmente deixam a posição de mantenedoras para se alçarem à posição de empreendedoras. Por que este ainda é o caso? A responsabilidade do gestor escolar é muito grande, e reflete em centenas de famílias ao mesmo tempo. A escola é a segunda casa da criança e do adolescente, portanto, pode-se imaginar que um mantenedor é sempre um mantenedor de período integral e não tem espaço mental para ser um investidor da escola. Quando lhe chega o tempo para isso, ele já precisa ser deixado para o descanso ou com a família. 

O que isso tem a ver com adquirência, afinal? O desenho dessa solução passa por um produto que funciona como as maquininhas de cartão de crédito, só que para as escolas. Por que a escolha deste modelo, e não de outro? Porque ela é a solução mais escalável. Ao se colocar como adquirente, o Educbank consegue entregar o mesmo produto a centenas, e no futuro, milhares de escolas ao mesmo tempo. À primeira vista, pode parecer apenas mais uma solução financeira tentando conquistar adesão. Mas o impacto dela termina na aprendizagem, ele é pedagógico, também, e lá no fim, é um impacto na educação do país como um todo (O Educbank foi concebido a partir de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da OCDE).  É isso que ele almeja, pois, de outro modo, seria realmente apenas mais uma solução financeira no mercado. 

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