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Bett Brasil 2026: os tipos de inteligência que pautam o debate sobre educação

Bett Brasil 2026: os tipos de inteligência que pautam o debate sobre educação

17 de março de 2026

5 min

    Inteligência não é algo singular. Nem mensurável ou fixo, do tipo que você “tem” ou “não tem”. Há diferentes tipos de inteligência e todos têm papel no processo de aprender, ensinar e construir conhecimento. 

    O mais comum é pensar na Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gartner. No entanto, hoje queremos falar de outros tipos: as inteligências que mais impactam o futuro da gestão escolar. 

    Elas estão em debate na Bett Brasil 2026, maior evento de inovação e tecnologia para educação da América Latina, que ocorre entre 5 e 8 de maio, em São Paulo. A proposta do evento é apresentar estes tipos de inteligência e favorecer o diálogo entre cada área.

    Os tipos de inteligência que vão pautar a Bett Brasil 2026

    O tema central da Bett Brasil 2026 são as inteligências individuais, coletivas e artificiais. Isto é, todo o ecossistema de conhecimentos que constrói o cotidiano da educação, seja ela pública ou privada, de nível básico, superior ou profissional.

    Mais do que apresentar os temas, a Bett Brasil 2026 propõe o diálogo entre eles. Isto é, o encontro entre todos os saberes, que coloca o desenvolvimento do estudante em relação às práticas de gestão escolar, que por sua vez tem as tecnologias emergentes como suporte. 

    Toda a grade está distribuída em torno destes três tipos de inteligência – e de um quarto, composto pelo diálogo entre as áreas. Veja mais sobre elas abaixo.

    Inteligências individuais

    O primeiro eixo temático são as inteligências individuais

    Ela representa o âmbito humano do ensino. É o aluno com seus modos únicos de aprender, o professor com a bagagem pessoal e profissional que traz para a sala de aula, o gestor que precisa se conhecer para liderar. 

    Ou seja, é o aspecto socioemocional da educação, fundamental para uma formação realmente plena. Em uma época em que a escola é pressionada a dar conta de tudo, recolocar o ser humano no centro do processo faz toda a diferença.

    Alguns exemplos de como esse tipo de educação se manifesta são:

    • Autoconhecimento como base do aprendizado e da formação integral
    • Competências socioemocionais e sua integração ao currículo da educação básica
    • Saúde mental de estudantes e professores;
    • Diversidade em todas as formas suas formas (étnica, cognitiva, cultural, entre outras);
    • Educação midiática e formação de cidadãos críticos em um mundo hiperconectado;
    • Práticas pedagógicas que favorecem o protagonismo estudantil.

    Inteligências coletivas

    O segundo eixo temático são as inteligências coletivas, que é a construção de conhecimento voltado ao coletivo. 

    A premissa é conhecida por qualquer gestor ou mantenedor escolar: nenhuma transformação ocorre sozinha. Para que uma escola cresça, é necessário estabelecer redes, canais de colaboração e uma cultura institucional que valorize o coletivo.

    As inteligências coletivas emergem quando as pessoas estão em um ambiente onde podem pensar e agir juntas. No contexto escolar, está na gestão democrática, nos conselhos pedagógicos, nas parcerias entre empresas e escolas e na colaboração entre professores. 

    Entre os principais temas desse tipo de inteligência, incluem-se: 

    • Gestão escolar colaborativa e tomada de decisão distribuída entre lideranças;
    • Valorização docente e bem-estar dos professores;
    • Sustentabilidade ambiental, social e de governança aplicada à gestão educacional (ESG);
    • O papel das plataformas digitais como espaços de pertencimento e aprendizagem coletiva;
    • Mediação de conflitos e combate ao bullying na comunidade escolar;

    Inteligências artificiais

    A Inteligência Artificial é uma das principais tendências em educação para 2026. A questão não é “se” a escola vão usar, e sim como vão usar. Hoje, é praticamente impossível imaginar um futuro em que gestores, estudantes e professores não tenham a IA em seu cotidiano.

    É importante não tratá-la como nem como solução mágica, nem como ameaça, e nem como uma simples ferramenta como qualquer outra. Trata-se de um recurso poderoso, com enormes possibilidades e riscos muito reais.

    A IA pode, por exemplo, ser aliada da inclusão, ou um obstáculo ao processo de aprendizagem, dependendo de como é entendida e implementada. Daí a importância de gestores e professores compreenderem o seu papel em sala de aula.

    Elementos estarão em pauta na Bett Brasil 2026 incluem:

    • Agentes inteligentes aplicados ao ensino personalizado e à gestão administrativa;
    • Personalização da aprendizagem com base em dados e IA generativa;
    • Letramento digital para estudantes e docentes;
    • O uso pedagógico de plataformas digitais e LMS integrados a sistemas de IA;
    • Ética, privacidade e uso responsável de dados de crianças e adolescentes;
    • IA como ferramenta de avaliação e feedback formativo para professores;
    • Novos modelos de negócios educacionais baseados em IA e análise de dados.

    O diálogo entre os tipos de inteligência

    Cada tipo de inteligência já seria, por si só, pauta para um evento inteiro. Mas a realidade é que o salto ocorre na convergência. Ou seja, no diálogo entre as inteligências individuais, coletivas e artificiais.

    Este é o quarto eixo temático da Bett Brasil 2026, o DIálogo de inteligências. O seu conceito é de síntese, de espaço para explorar as conexões entre os temas e as pautas decorrentes desse diálogo interdisciplinar.

    Há diversas áreas em que as conexões são necessárias. Um exemplo simples: gestores educacionais precisam, simultaneamente, cuidar de pessoas, construir uma cultura institucional e tomar decisões sobre como e quando incorporar tecnologias em processos.

    Agregar os diferentes tipos de inteligência dá uma nova dimensão à gestão escolar.

    O Educbank na Bett Brasil 2026

    O Educbank estará na Bett Brasil 2026, assim como já marcou presença em edições anteriores do evento. 

    Nossa participação se dá, principalmente, na interface entre inovação financeira e pedagógica – são pautas que se alimentam mutuamente. Afinal, sem estabilidade financeira e sem resolver o problema da inadimplência, é mais difícil cuidar de pessoas, liderar e tomar decisões de futuro bem embasadas.

    Se você vai à Bett Brasil 2026, visite o estande do Educbank! E se não for, acompanhe a nossa cobertura  pelo Instagram e Linkedin

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